Olá Galera,
estou contando as horas para chegar à noite e podermos desfrutar da delícia que são nossos encontros. Na semana publicarei as poesias declamadas.
beijos a todos
Este blog tem o intuito de divulgar poesias e pensamentos dos grandes mestres da literatura, poemas dos amigos e desta mera professorinha que de quando em vez se mete a poetisa. Aproveitem toda a poesia do pôr-do-sol no Mar Mediterrâneo!
sábado, 24 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago
Estas foram as ultimas palavras que Saramago escreveu.
"Pensar, pensar
18 de junho
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, metodo de reflexao, que pode nao ter um objectivo determinado, como a ciencia, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexao, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."Não há comentário possível, apenas reflexão...
cleuza
segunda-feira, 7 de junho de 2010
9º Sarau da família Araujo
Dia 5 de junho de 2010 - noite memorável - o teclado de Eliana Campaner, o violino de Miltinho e o violão de Demétrio Espinosa - simplesmente maravilhoso, tocante... Uma noite sem igual. Obrigada a todos pela magnífica participação.
Poemas declamados nesta noite:
O Processo
Autora: Ely Vieitz
Declamado por: Cleuza Maria Araujo
Deram-me um presente falso ao nascer
Liberdade sempre posta a ferros
Caminhos sem mapas, pantanosos
Ínvios desvios perigosos
Em abismos terminados.
Ao crescer vi não podia trazer
O rosto nu, o coração aberto
A hipocrisia rondava perto
Usavam-se máscaras grudadas à cara
Tentando cumprir o papel dito e certo.
Prometeram-me sonhos, a vida, rica em Tebas
De áureas portas, rubros tapetes dos ideais
Concretizados, homens amados, fiéis,
Doces, sem jamais o veneno da traição.
Amargura ao saber (quando?) que a vítima
Não fora eu, mas todos da humana condição.
Se criados pretensamente livres, fadados à perfeição
Quem roubara a fórmula e a deteriorou
De tal maneira degradou, como asas quebradas
Ninhos vazios, abismos, impasses, proibições,
Maldições alçadas a uma escada de Jacó às avessas?
Futuro efêmero, de sentido oblíquo, jamais reto
Perigo quando no fio da navalha se anda, condenação sem veto
Final sempre trágico, incongruente, absurdo
Diante de um juiz mudo, indiferente, surdo.
Tal é o destino do homem, nascido para rei,
Por cruel carrasco executado, saindo de cena
Sempre infeliz, falho, inteiramente desinformado.
Eu, tu não somos a cruel exceção
Mas regra dessa vil e insólita equação
Do pobre deus destronado, selado
Pela, dos homens, trágica condição.
INSTROPECÇÃO
Nicolas Guto
Declamada por Eliana Campaner
Reflita...
Sobre as besteiras que saem de uma boca
Comandada por uma cabeça aflita.
Reflita...
Sobre as besteiras que entram em uma cabeça
Desgovernada por uma boca que grita.
Deus me proteja da minha ingenuidade
Para que eu não me entregue tão fácil e totalmente aos outros.
Deus me preserve da minha agressividade
Para que eu não me torne mais ignorante aos poucos
E assim tenha a razão dos loucos.
Deus não me poupe a coragem
Para que eu possa enfrentar com humildade/dignidade
As regras desse mundo-jogo.
Poema 15 – Pablo Neruda
Declamado por Demétrio Espinosa
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que um beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mia.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palavra melancolia.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrulo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como uma lámpara, simple como un anillo.
Eres como La noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Poema para o meu segundo Anjo (in memorian de Edward, seu filho)
Escrito e declamado por Maria Rita da Silva
Quando chegaste pra mim
Só vi beleza infinda
Quanto te lembro agora
É tudo que vejo ainda.
Beleza na alegria de viver
Na pureza do sentir
No prazer do servir
E na força do querer.
Beleza dos teus olhos verdes
Inocentes, vivos e transparentes,
Mostrando a grandeza do ser.
És um Anjo, sempre foi
Agora eu sei, afinal, que tua beleza infinda
É beleza angelical, de alma imortal.
O Professor Divino Aizza declamou uma poesia de autoria própria que fez em homenagem a sua esposa Jocélia, lindo demais. Posteriormente, será publicada.
Obrigada a todos pelo sucesso que foi o Sarau, às pessoas que não declamam, mas participam com sua presença e comentários oportunos e ajudam abrilhantar a noite, o meu muito obrigada.
Poemas declamados nesta noite:
O Processo
Autora: Ely Vieitz
Declamado por: Cleuza Maria Araujo
Deram-me um presente falso ao nascer
Liberdade sempre posta a ferros
Caminhos sem mapas, pantanosos
Ínvios desvios perigosos
Em abismos terminados.
Ao crescer vi não podia trazer
O rosto nu, o coração aberto
A hipocrisia rondava perto
Usavam-se máscaras grudadas à cara
Tentando cumprir o papel dito e certo.
Prometeram-me sonhos, a vida, rica em Tebas
De áureas portas, rubros tapetes dos ideais
Concretizados, homens amados, fiéis,
Doces, sem jamais o veneno da traição.
Amargura ao saber (quando?) que a vítima
Não fora eu, mas todos da humana condição.
Se criados pretensamente livres, fadados à perfeição
Quem roubara a fórmula e a deteriorou
De tal maneira degradou, como asas quebradas
Ninhos vazios, abismos, impasses, proibições,
Maldições alçadas a uma escada de Jacó às avessas?
Futuro efêmero, de sentido oblíquo, jamais reto
Perigo quando no fio da navalha se anda, condenação sem veto
Final sempre trágico, incongruente, absurdo
Diante de um juiz mudo, indiferente, surdo.
Tal é o destino do homem, nascido para rei,
Por cruel carrasco executado, saindo de cena
Sempre infeliz, falho, inteiramente desinformado.
Eu, tu não somos a cruel exceção
Mas regra dessa vil e insólita equação
Do pobre deus destronado, selado
Pela, dos homens, trágica condição.
INSTROPECÇÃO
Nicolas Guto
Declamada por Eliana Campaner
Reflita...
Sobre as besteiras que saem de uma boca
Comandada por uma cabeça aflita.
Reflita...
Sobre as besteiras que entram em uma cabeça
Desgovernada por uma boca que grita.
Deus me proteja da minha ingenuidade
Para que eu não me entregue tão fácil e totalmente aos outros.
Deus me preserve da minha agressividade
Para que eu não me torne mais ignorante aos poucos
E assim tenha a razão dos loucos.
Deus não me poupe a coragem
Para que eu possa enfrentar com humildade/dignidade
As regras desse mundo-jogo.
Poema 15 – Pablo Neruda
Declamado por Demétrio Espinosa
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que um beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mia.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palavra melancolia.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrulo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como uma lámpara, simple como un anillo.
Eres como La noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
Poema para o meu segundo Anjo (in memorian de Edward, seu filho)
Escrito e declamado por Maria Rita da Silva
Quando chegaste pra mim
Só vi beleza infinda
Quanto te lembro agora
É tudo que vejo ainda.
Beleza na alegria de viver
Na pureza do sentir
No prazer do servir
E na força do querer.
Beleza dos teus olhos verdes
Inocentes, vivos e transparentes,
Mostrando a grandeza do ser.
És um Anjo, sempre foi
Agora eu sei, afinal, que tua beleza infinda
É beleza angelical, de alma imortal.
O Professor Divino Aizza declamou uma poesia de autoria própria que fez em homenagem a sua esposa Jocélia, lindo demais. Posteriormente, será publicada.
Obrigada a todos pelo sucesso que foi o Sarau, às pessoas que não declamam, mas participam com sua presença e comentários oportunos e ajudam abrilhantar a noite, o meu muito obrigada.
8º Sarau da Família Araújo
O 8º Sarau aconteceu no dia 13 de março de 2010, não postei absolutamente nada sobre o mesmo e não postarei.O tema foi "Beleza" - a noite estava quente e os corações tristes.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Nosso próximo sarau vem aí...
Pessoas queridas,
estou feliz com a participação antecipada de todos, ligando, enviando os poemas... Mais uma vez, muito obrigada e até dia 5.
estou feliz com a participação antecipada de todos, ligando, enviando os poemas... Mais uma vez, muito obrigada e até dia 5.
sábado, 5 de dezembro de 2009
O Sarau foi um sucesso como sempre! Obrigada a todos os participantes.
ESTAS FORAM ALGUMAS DAS POESIAS DECLAMADAS NO 7º SARAU DA FAMÍLIA ARAÚJO
“ A vida são
Deveres que nós
Trouxemos para
Fazer em casa.
Quando se vê, já são/ seis horas.../ quando se vê, já é / sexta feira../ quando se vê, já é
natal.../ quando se vê já, / terminou o ano...
Quando se vê, não / sabemos mais por / onde andam / nossos amigos.
Quando se vê, / perdemos o amor da / nossa vida. / quando se vê, / passaram-se 50 / anos.
Agora é tarde demais / para ser reprovado.
Se fosse dado, / um dia, uma / oportunidade, eu nem olhava o / relógio.
Seguiria sempre em / frente e iria / jogando pelo / caminho, a casca / dourada e inútil
das / horas.
Seguraria todos os / meus amigos, que já / não sei onde e como / estão, e diria:
Vocês são / extremamente / importantes para / mim.
Seguraria o meu amor, / que está, há muito, à / minha frente, e diria: / Eu te amo.
Dessa forma, eu digo: / não deixe de fazer algo / que gosta devido à / falta de tempo.
Não deixe de ter alguém / ao seu lado, ou de fazer / algo, por puro medo de / ser feliz.
A única falta que terá, / será desse tempo que / infelizmente... não / voltarás mais”
MÁRIO QUINTANA - LEITURA DRAMATIZADA POR DIVINO AIZZA
ANDORINHA
Andorinha, andorinha lá fora esta cantando:
-Passei o dia a-toa, a-toa.
Andorinha minha canção é mais triste:
-Passei a vida a-toa, a-toa.
A VIDA ASSIM NOS AFEIÇOA
Se fosse dor tudo na vida,
Seria a morte o sumo bem.
Libertadora, apetecida,
A alma dir-lhe-ia, ansiosa: - Vem!
Quer para a bem-aventurança
Leves de um mundo espiritual
A minha essência, onde a esperança
Pôs o seu hálito vital;
Quer no mistério que te esconde,
Tu sejas, tão somente, o fim:
- Olvido, impertubável, onde
"Não restará nada de mim!"
Mas horas há que marcam fundo...
Feitas, em cada um de nós,
De eternidades de segundo,
Cuja saudade extingue a voz.
Ao nosso ouvido, embaladora,
A ama de todos os mortais,
A esperança prometedora,
Segreda coisas irreais.
E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
Tudo o que amamos são pedaços
Vivos do nosso próprio ser.
A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
Que ao se mostrar às vezes boa,
Ela requinta em ser cruel...
Manuel Bandeira/declamado por Demétrio
O que é a vida?
A vida é oportunidade aproveite-a
A vida é beleza admire-a
A vida é prazer goze-a
A vida é tragédia prepare-se
A vida e aventura anime-se
A vida é vida preserve-a
A vida é felicidade viva-a.
Por favor, não a deprecie: ela é valiosa!
Edilson José da Silva – 28 de novembro de 2009.
“ A vida são
Deveres que nós
Trouxemos para
Fazer em casa.
Quando se vê, já são/ seis horas.../ quando se vê, já é / sexta feira../ quando se vê, já é
natal.../ quando se vê já, / terminou o ano...
Quando se vê, não / sabemos mais por / onde andam / nossos amigos.
Quando se vê, / perdemos o amor da / nossa vida. / quando se vê, / passaram-se 50 / anos.
Agora é tarde demais / para ser reprovado.
Se fosse dado, / um dia, uma / oportunidade, eu nem olhava o / relógio.
Seguiria sempre em / frente e iria / jogando pelo / caminho, a casca / dourada e inútil
das / horas.
Seguraria todos os / meus amigos, que já / não sei onde e como / estão, e diria:
Vocês são / extremamente / importantes para / mim.
Seguraria o meu amor, / que está, há muito, à / minha frente, e diria: / Eu te amo.
Dessa forma, eu digo: / não deixe de fazer algo / que gosta devido à / falta de tempo.
Não deixe de ter alguém / ao seu lado, ou de fazer / algo, por puro medo de / ser feliz.
A única falta que terá, / será desse tempo que / infelizmente... não / voltarás mais”
MÁRIO QUINTANA - LEITURA DRAMATIZADA POR DIVINO AIZZA
ANDORINHA
Andorinha, andorinha lá fora esta cantando:
-Passei o dia a-toa, a-toa.
Andorinha minha canção é mais triste:
-Passei a vida a-toa, a-toa.
A VIDA ASSIM NOS AFEIÇOA
Se fosse dor tudo na vida,
Seria a morte o sumo bem.
Libertadora, apetecida,
A alma dir-lhe-ia, ansiosa: - Vem!
Quer para a bem-aventurança
Leves de um mundo espiritual
A minha essência, onde a esperança
Pôs o seu hálito vital;
Quer no mistério que te esconde,
Tu sejas, tão somente, o fim:
- Olvido, impertubável, onde
"Não restará nada de mim!"
Mas horas há que marcam fundo...
Feitas, em cada um de nós,
De eternidades de segundo,
Cuja saudade extingue a voz.
Ao nosso ouvido, embaladora,
A ama de todos os mortais,
A esperança prometedora,
Segreda coisas irreais.
E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
Tudo o que amamos são pedaços
Vivos do nosso próprio ser.
A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
Que ao se mostrar às vezes boa,
Ela requinta em ser cruel...
Manuel Bandeira/declamado por Demétrio
O que é a vida?
A vida é oportunidade aproveite-a
A vida é beleza admire-a
A vida é prazer goze-a
A vida é desafio enfrente-o
A vida é um dever cumpra-o
A vida é uma viagem termine-a
A vida é um jogo jogue-o
A vida é preciosa aprecia-a
A vida é riqueza conserve-a
A vida é amor desfrute-o
A vida é segredo descubra-o
A vida é uma promessa cumpra-a
A vida é sofrimento supere-o
A vida é uma canção cante-a
A vida é luta aceite-aA vida é tragédia prepare-se
A vida e aventura anime-se
A vida é vida preserve-a
A vida é felicidade viva-a.
Por favor, não a deprecie: ela é valiosa!
Edilson José da Silva – 28 de novembro de 2009.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O Próximo Sarau da Família Araújo está chegando...
Aos integrantes destes encontros maravilhosos que temos realizado, mais uma vez obrigada por estarmos juntos e tornar essas noites tão especiais.
As poesias já estão chegando para a parte literária e os músicos já estão se preparando??? Hein Demétrio, Eliana, Miltinho????
Aguardando ansiosa o dia 28 de novembro...
um beijos a todos
cleuza araujo
As poesias já estão chegando para a parte literária e os músicos já estão se preparando??? Hein Demétrio, Eliana, Miltinho????
Aguardando ansiosa o dia 28 de novembro...
um beijos a todos
cleuza araujo
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